Nas margens do Rio Minho, em pleno Inverno, um belo tapete de tardias folhas de carvalho torna as minhas caminhadas mais nostálgicas...
"Se puderes olhar vê, se puderes ver repara", josé saramago, ensaio sobre a cegueira
Quantas vezes olhamos, vemos e não reparamos?
A letra desta música é um retrato constante do quotidiano das pessoas. E, no entanto, pouco nos importa que o "labrego" que amanha a terra passe fome, que o pedreiro que constrói luxuosos condomínios viva numa barraca, que o operário que faz automóveis de luxo ande nos transportes públicos onde só o cheiro do suor incomoda...
Se o status individual correspondesse ao esforço de produção de cada um tenho a certeza que haviamos de ver por aí muitos burros de gravata e a conduzir luxuosoas limousines.
Em Maio canta o gaio.
São giras, as penas do gaio, de um azul resplandecente, entrecortadas com riscas pretas e alguns tons de castanho.
Maio é uma época do ano em que a natureza fervilha numa ânsia reprodutiva tal que parece que o mundo vai acabar.
É também tempo de começar a planear a "passagem" para outra etapa da minha vida.
Não, apenas um compasso ... de espera :)
Vou ali e já volto...
À Luisa "Pingente", com um beijinho... Toca a dançar!!!
Do autor
Velhos conhecidos
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