Sexta-feira, 27 de Julho de 2007

Personagens da Minha Terra – VIII

O Farrisca

 

António, de seu  nome, conhecido pelo “Farrisca” ou Tonio Grilo por ter casado com a Maria da Grila.

Era minúsculo, sempre com uma enorme boina basca na cabeça desprovida de cabelos, mas detinha uma força descomunal. Era frequente encontrá-lo pelos caminhos da localidade ou da serra transportando às costas enormes cargas de feno, palha ou lenha. Não se via ninguém, apenas o vulto da carga a mexer sobre duas pernitas…

Tinha sotaque espanhol porque desde muito pequeno amargou nas Astúrias o “pão que o diabo amassou”.

Tocava trompa na Banda da terra (qué…, qué…, qué…) e também houve tempo que se dedicou à “gaita”, instrumento típico da Galiza.

Ficou célebre a canção que era mais ou menos assim:

 

Tu es el bien de mi alma

Tu es el ai que mal suena

Tu es el pajaro pinto

Que alegre canta por la mañana.

 

Adiós mi corazón…

 

E más no lo sé…

Bueno!

Publicado por Eira-Velha às 12:08
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5 comentários:
De Any a 28 de Julho de 2007 às 20:29
Olá Mano!!
Eu me delicio com os seus textos.
Muito bem Lembrado o...Farrisca...
Gracias...
Beijo grande.
De Jofre Alves a 5 de Agosto de 2007 às 18:37
Vim deixar um abraço com o desejo de um bom fim-de-semana. E bem-haja por recordar as pessoas da sua terra.
De Ventor a 7 de Setembro de 2007 às 09:11
Já aqui tinha andado e estava convencido que deixara cá um comentário. Deve ter sido na barafunda do abandono da Netcabo e na entrada no Meo. Houve por aqui pequenas convulsões na minha entrada em terrenos novos.
Recordo-me que nós, em Adrão, não tivemos um Farrisca, mas tivemos um Manolo. Um Manolo que passava lá, de vez em quando, a pedir comer. Como corria tudo, talvez também andasse por Cavenca, pois toda aquela zona de Portugal era a sua pátria. Mas era uma bisarma! Eu era puto e uma vez dei-lhe meio bacalhau e pão de milho. Comeu páo e bacalhau até mais não poder. Uma velha chegou junto de mim e ralhou comigo. "Ah, Ventor que a tua mãe mata-te"! Eu fiquei muito admirado, porque a minha mãe, não me disse nada. Limitou-se a contabilizar o bacalhau que restara para mandar vir mais e, por acaso, tal como o Manolo tinha de vir de Espanha. Esse homem, quando vinha a Adrão, o meu pai levava-o comer connosco e foi o primeiro estrangeiro que conheci na minha vida. Mais tarde conheci outros Manolos por aqui e às vezes penso no porquê de tantas guerras com os nossos vizinhos!! A minha homenagem a todos os farriscas deste mundo. Um abraço,
De Emanuela a 7 de Outubro de 2007 às 01:13
Olá meu amigo... Tenho andado preocupada contigo. Faz tanto tempo que não postaste mais nada...Espero que tudo esteja bem! Um abraço.
De Jofre Alves a 25 de Novembro de 2007 às 20:43
Para quando o regresso? Ficamos à espera. Boa semana.

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