Quinta-feira, 26 de Abril de 2007

Um dia depois do 25

E Depois?

 

Depois foi o que se viu,

Muita alegria, abraços, beijos mil,

A tropa de densa grenha

Lança as sementes de Abril.

 

Nas escolas,

Nas cidades, nos campos, em todas as terreolas,

As campanhas militares já não eram belicosas.

Não havia canhões, nem baionetas, nem bastões,

Eram todos soldados, rasos, sem galões,

Irmanados pelos mesmos ideais

Nas Campanhas de Dinamização Cultural

Que empreenderam,

Actos heróicos, novos feitos que nem todos compreenderam.

 

Paz, pão, habitação,

Saúde, educação,

Tudo foi conquistado sem um engulho.

A arca estava cheia, foi só abrir o ferrolho,

Um fartar vilanagem, que era chegada a hora

Da ladroagem.

 

E quando o celeiro exauriu

A providência divina sorriu.

Vem a deusa Europa, rica, eivada de magnanimidade

Distribuir subsídios e apoios com grande generosidade.

A palavra de ordem foi a formação

Grande chuchadeira para quem investiu nessa acção.

Fiquem descansados que há muito para dar.

Para se viver bem nem é preciso trabalhar.

 

E agora? Dizem os nossos governantes.

Agora é apertar as cilhas

Que as vacas gordas já foram engolidas.

Vão trabalhar seus malandros

Que estamos fartos de vos ver por estes meandros

À espera de tachos, benesses e outros escafandros.

 

Por este andar

Não sei onde isto vai parar.

O espírito de Abril está muito denegrido

Já há quem clame por Salazar.

Pobres saudosistas e outros empedernidos

Que não sabem do que estão a falar.
Sinto-me: Um Che Guevara
Música: Grandola, vila morena
Publicado por Eira-Velha às 11:42
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4 comentários:
De Emanuela a 27 de Abril de 2007 às 01:46
Olá. Conheço pouco da história de Portugal. Mas tenho percebido tantas críticas veladas e outras abertamente, que imagino: a situação política é igual em todos os países.Abraços!
De Moura ao Luar a 27 de Abril de 2007 às 10:05
Beijoka de bom dia :-)
De Jofre Alves a 29 de Abril de 2007 às 06:04
Passei para desejar óptimo fim-de-semana e apreciar esta interessante página, onde impera a qualidade e bom gosto, com poemas admiráveis e intensos.
De Ventor a 30 de Abril de 2007 às 00:14
Agora, em Abril, como sempre, continuará a haver flores, se não houver cravos haverão outras. As flores já me consquistaram há muitos, muitos anos e eu continuo a caminhar entre elas, mas ... mas, gostaria que houveese flores também nas polítquisses que temos tido. Será que haverá, dentro de tempos,"Robots" que possam governar este país? Sei não mas se houver eu prefiro-o!
Quando recebo e-mails que me dizem que vivo num país onde se nomeia uma administradora com 20 anos, que lhe pagam desde Fevereiro e que até ainda não pôs os pés no trabalho, que pensar desta gente?
Que fazer? Só me dá vontade de os mandar gozar com quem os ...
Bem adiante! Um abraço amigo!

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